Américas
As negociações entre EUA e Irã devem continuar sendo um foco importante para os mercados na próxima semana, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente. Ao mesmo tempo, a atenção dos investidores se voltará para o início da temporada de balanços. Grandes empresas devem divulgar seus resultados trimestrais, incluindo Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Citigroup, Morgan Stanley, BlackRock, Johnson & Johnson, Abbott Laboratories, PepsiCo, Taiwan Semiconductor Manufacturing Company e Netflix. Vários membros do Federal Reserve também devem discursar, o que pode fornecer mais informações sobre as perspectivas da política monetária — especialmente após o relatório do IPC de março mostrar a inflação subindo para o nível mais alto em dois anos, impulsionada pelos preços mais altos de combustíveis. No entanto, os dados da inflação subjacente sugerem que o impacto total do choque do petróleo ainda não se refletiu nos preços. No âmbito dos dados econômicos, serão divulgados os números do índice de preços ao produtor (IPP) de março, com os preços gerais esperados para subir 1,2% mês a mês, enquanto o IPP subjacente deve subir 0,5%, igualando o ritmo de fevereiro. O crescimento da produção industrial provavelmente desacelerou para 0,1%, e espera-se que as vendas de casas usadas caiam para 4,01 milhões, ante 4,09 milhões em fevereiro. Outros indicadores a serem divulgados incluem os preços do comércio exterior, o Índice do Mercado Imobiliário da NAHB, dados sobre fluxos de capital e indicadores de atividade regional, como os índices de manufatura do Empire State Building de Nova York e do Fed da Filadélfia. Em outras partes das Américas, os lançamentos de novas construções residenciais no Canadá e as vendas no varejo aqui no Brasil também serão acompanhados de perto.
Europa
Uma semana relativamente tranquila em termos de divulgação de novos dados na Europa manterá o foco nos desenvolvimentos geopolíticos na Ucrânia e na guerra nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), ambos fontes vitais de energia para as economias europeias. Os dados finais de inflação de março na Zona do Euro, seus principais membros, Reino Unido, Suécia e Noruega quantificarão o impacto inicial da alta nos preços dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio. Ainda no âmbito de dados sobre preços, os dados no atacado da Alemanha também revelarão informações sobre o impacto da oferta restrita de GNL. Enquanto isso, tanto a Zona do Euro quanto o Reino Unido divulgarão suas balanças comerciais e produção industrial de fevereiro, ainda sob forte escrutínio devido às tarifas dos EUA. No âmbito da política monetária, o Banco Central Europeu divulgará suas contas referentes às últimas decisões de política monetária. Serão divulgados indicadores de vendas no varejo do Reino Unido e da Turquia. Além dos dados econômicos, os resultados financeiros da ASML, LVMH, Hermès e BMW serão apresentados. No âmbito político, as eleições parlamentares na Hungria serão acompanhadas de perto pelo mundo, pois deverão moldar a política da UE e sua relação com outras grandes economias, visto que o atual primeiro-ministro, Orban, tem testado repetidamente seu poder de veto.
Ásia-Pacífico
Na China, um calendário econômico repleto de dados fornecerá aos investidores novas perspectivas sobre o desempenho da economia. O crescimento do PIB no primeiro trimestre deverá acelerar para 5,0%, ante 4,5% no quarto trimestre de 2025. O superávit comercial do país também deverá aumentar ligeiramente para US$ 112 bilhões em março, ante US$ 101,9 bilhões no ano anterior. Enquanto isso, a produção industrial e as vendas no varejo provavelmente desaceleraram em março, e a taxa de desemprego deverá cair para 5,2%, ante 5,3%. Prevê-se que os novos empréstimos em yuan aumentem ainda mais, para 3,4 trilhões de yuans. No Japão, o calendário econômico é relativamente tranquilo. Espera-se que os pedidos de máquinas diminuam novamente em fevereiro, e também serão divulgados o índice Tankan da Reuters e os dados finais da produção industrial. Na Índia, a inflação anual ao consumidor deverá subir para 3,48% em março, ante 3,21% anteriormente, enquanto o crescimento dos preços no atacado deverá subir para 3,0%, ante 2,13%. Na Austrália, a pesquisa de confiança empresarial do NAB e o índice de confiança do consumidor do Westpac oferecerão informações sobre o sentimento do mercado. O mercado de trabalho também estará em foco, com a expectativa de que a economia tenha criado cerca de 20.000 empregos em março, enquanto a taxa de desemprego deve se manter estável em 4,3%. Em outros países da região, Singapura divulgará dados do PIB e do comércio exterior, enquanto a Coreia do Sul divulgará os números do desemprego. Também são esperados dados de inflação da Malásia, Israel e Arábia Saudita.
Comentários
Ainda não há comentários.