Em 2026, o Rio Grande do Norte registrou uma queda histórica na fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. Essa retração chegou a atingir marcas superiores a 27% no acumulado do ano, impactando fortemente a economia do estado e refletindo diretamente na perda de arrecadação de royalties petrolíferos.
Queda na Arrecadação de Royalties
A diminuição na produção física e na movimentação associada aos derivados de petróleo resultou em forte impacto fiscal:
Retração de Royalties: Houve uma queda de 14,5% nos repasses de royalties do petróleo ao Estado e municípios nos cinco primeiros meses de 2026.
Cenário Municipal: Cidades do Vale do Açu, como Alto do Rodrigues, foram severamente afetadas com reduções de até 36,9% em suas receitas.
Perspectivas para o Setor
Para mitigar a queda, o Estado tem focado em revitalizar ativos em campos maduros e impulsionar a extração terrestre com novas licenças.
<<PARTICIPAÇÃO NO PIB POTIGUAR>>
derivados de petroleo
RN 14,7% NE 6,3% BR 7,4%
Vestuário
RN 2,8% NE 1,6% BR 1,3%
Então dá para entender a queda mais acentuada no PIB potiguar diante da contribuição (14,7%) maior do setor de coque e derivados de petróleo na economia potiguar.
Como está o BR?
<<EXPORTAÇÕES DE PETÓLEO EM 2026>>
As exportações brasileiras de petróleo para a China somaram US$ 15,1 bilhões no primeiro semestre, um recorde para o período e valor mais que o dobro de tudo o que o Brasil vendeu à Argentina (US$ 7,3 bilhões). Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita com petróleo vendido aos chineses cresceu 62%. O desempenho foi sustentado pela alta de 41% no volume embarcado e pela valorização de 15,7% no preço do produto, levando março, abril e junho de 2026 a registrarem os maiores faturamentos mensais da série histórica iniciada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em 1997
<< QUEDA NA PRODUCAO E CONSUMO DE COQUE NO BRASIL EM 2026>>
A produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis no Brasil registrou queda de 6,1% em maio de 2026 em relação a abril, interrompendo cinco meses seguidos de expansão. Esse recuo no refino, puxado principalmente por gasolina e álcool etílico, foi o principal responsável pela retração de 0,2% da indústria nacional.
O coque de petróleo é um subproduto sólido e rico em carbono obtido nas refinarias. Ele serve principalmente como combustível de alta queima para indústrias de grande porte e como insumo para a fabricação de eletrodos e metais.
A queda na produção e no consumo de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis no Brasil reflete, principalmente, o aperto da política monetária (com juros elevados) e a desaceleração de setores industriais intensivos em capital. Além disso, fatores Macro-industriais como a volatilidade internacional do petróleo bruto tem impacto direto na cadeia de refino e distribuição de combustíveis no mercado interno.
Dinâmica de Exportação: As vendas externas de petróleo bruto chegaram a sofrer quedas expressivas ao longo do primeiro semestre, uma vez que medidas governamentais (como o imposto de exportação) e o aumento do processamento nas refinarias da Petrobras para o mercado interno mudaram o escoamento do produto.
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