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Saiba mais e saiba ANTES 23.03.26

A guerra no Golfo Pérsico continuará a impulsionar os movimentos do mercado, visto que as exportações de combustíveis da região estão praticamente paralisadas, às vésperas da quarta semana de conflito. Os dados econômicos dos EUA terão indicadores antecedentes, como o PMI do S&P, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan e os resultados de pesquisas realizadas por diversos bancos regionais do Fed.

Américas
O conflito entre EUA, Israel e Irã deverá continuar sendo o principal fator determinante do sentimento do mercado, tanto nos EUA quanto globalmente, mantendo em alta os preços de combustíveis e as preocupações com a inflação em foco. Nos EUA, o calendário econômico é relativamente leve. Entre os principais dados divulgados estão o PMI Global S&P preliminar de março, que fornecerá um panorama inicial da atividade empresarial, e os preços do comércio exterior de fevereiro, com expectativa de aumento de 0,2% nos preços das importações, igualando o aumento de janeiro. Outros dados a serem observados incluem o saldo da balança corrente do quarto trimestre, os gastos com construção, o Índice Nacional de Atividade do Fed de Chicago, os índices de manufatura do Fed de Richmond e do Fed do Kansas, bem como as leituras finais da produtividade e dos custos trabalhistas do quarto trimestre. O índice final de confiança do consumidor da Universidade de Michigan para março também será acompanhado de perto, principalmente após a leitura preliminar apontar sinais iniciais de tensão ligados à crise no Oriente Médio. Em outras partes das Américas, o Banco Central do México anunciará sua mais recente decisão de política monetária, juntamente com a divulgação de dados comerciais e os números da inflação de meados do mês. No Brasil, os investidores estarão atentos aos dados de inflação e indicadores da atividade comercial de meados do mês.

Europa
Os PMIs preliminares estão previstos para as principais economias europeias, incluindo a Zona Euro, Alemanha, França e Reino Unido. Espera-se que o setor manufatureiro entre em contração na Alemanha, França e Zona Euro, enquanto desacelera no Reino Unido. Enquanto isso, o setor de serviços deve contrair ainda mais na França e desacelerar na Alemanha, Zona Euro e Reino Unido. Na Alemanha, o Indicador de Clima do Consumidor da GfK deve cair para o nível mais baixo em dois anos, enquanto o Índice de Clima Empresarial do Ifo deve cair para o nível mais baixo em 11 meses, refletindo um sentimento fortemente afetado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Em toda a Zona Euro, o sentimento preliminar do consumidor também deve cair, destacando a tendência de baixa regional mais ampla ligada às tensões geopolíticas. A Espanha deve divulgar seus números preliminares da inflação de março, com a taxa geral prevista para subir ligeiramente para 2,4%. No Reino Unido, a inflação de preços ao consumidor deve permanecer inalterada em 3% em fevereiro, com a taxa subjacente estável em 3,1%. O relatório de vendas no varejo, um importante indicador da economia dinamarquesa, também será divulgado, com expectativa de queda nas vendas em relação ao mês anterior, após dois aumentos consecutivos. No âmbito da política monetária, o Norges Bank realizará sua reunião para definir a taxa de juros. Isso ocorre depois que diversos bancos centrais da região mantiveram as taxas inalteradas no início da semana, citando o conflito com o Irã como uma nova fonte de incerteza para as perspectivas de inflação. No cenário político, os investidores acompanharão de perto as eleições parlamentares antecipadas na Dinamarca. A primeira-ministra Mette Frederiksen e seu partido, o Partido Social-Democrata, devem obter seu pior resultado em mais de um século, mas ainda assim espera-se que ela permaneça no poder, após uma votação ofuscada pela renovada investida do presidente dos EUA, Donald Trump, pelo controle da Groenlândia.

Ásia-Pacífico
Na China, o calendário de dados econômicos é leve, com os resultados das empresas industriais de fevereiro sendo a única divulgação relevante. No Japão, o foco se voltará para os dados de inflação de fevereiro, com a expectativa de que a inflação subjacente anual caia para 1,7%, ante 2%. Os mercados também acompanharão a ata da reunião de janeiro do banco central, juntamente com os relatórios do PMI de março, que indicam uma desaceleração marginal na atividade manufatureira. Os dados do PMI de março também serão divulgados na Índia e na Austrália. Na Austrália, os números da inflação de fevereiro serão monitorados de perto após o segundo aumento consecutivo da taxa básica de juros pelo Banco da Reserva da Austrália, em meio a pressões inflacionárias persistentes, com a expectativa de que a taxa geral se mantenha em 3,8%. Em outros países da região, serão divulgados dados de inflação de Singapura, enquanto os números do comércio exterior são esperados da Tailândia, Arábia Saudita, Hong Kong e Filipinas. A Coreia do Sul também publicará os preços ao produtor, juntamente com indicadores de confiança do consumidor e empresarial.

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