Américas
Nos EUA, os desenvolvimentos comerciais provavelmente continuarão a dominar as manchetes, enquanto os investidores aguardam uma tarifa contra a UE, taxas mais altas contra outros parceiros importantes e potenciais acordos comerciais com países já tarifados. Os mercados também aguardam a primeira semana completa da temporada de resultados, que prevê lucros mais fracos. As principais empresas a reportar incluem os pesos pesados financeiros JPMorgan, BlackRock, Bank of America, Goldman Sachs, Citi, Wells Fargo, Morgan Stanley, BNY Mellon e American Express, entre outros. A demanda global por IA também será medida pelos lucros da TSMC e da ASML. Um calendário econômico agitado será destacado pelo relatório do IPC de junho, que trará novas pistas sobre o impacto das tarifas na inflação. O consenso prevê que a inflação geral suba para 2,6%, enquanto a taxa básica de juros deve testar novamente o limite de 3%. O relatório do IPP também revelará a evolução dos preços, enquanto os preços de exportação e importação poderão dar pistas sobre se as empresas estrangeiras que enfrentam aumento nas tarifas absorveram ou repassaram os impostos. Além disso, a pesquisa do consumidor de Michigan avaliará a evolução das expectativas de inflação, além do sentimento geral. A outra divulgação importante são as vendas no varejo, que devem manter a queda em relação ao mês anterior. No setor imobiliário, as licenças de construção devem permanecer relativamente inalteradas, embora se espere que o início da construção de casas tenha aumentado ligeiramente. Por fim, os discursos dos principais membros do FOMC também serão analisados, incluindo o do governador Waller, que está entre os favoritos para ser nomeado presidente do Federal Reserve no próximo ano. Em outros lugares, a taxa de inflação e o início da construção de casas também serão o foco no Canadá.
Brasil
O real brasileiro desvalorizou-se para além de 5,5% por dólar em julho, atingindo a mínima em um mês, enquanto as recentes ofensivas comerciais do presidente Trump aplicando taxa de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto, alimentaram temores de uma disputa comercial prolongada que desviou capital para ativos em dólar e obscureceu as perspectivas de entrada de divisas do segundo maior parceiro comercial do Brasil. No mercado interno, a inflação estável — 5,35% na comparação anual em junho, muito acima da meta de 3% — ancorou a taxa Selic em restritivos 15%, com o Copom sinalizando uma pausa "muito prolongada" em vez de cortes iminentes, reduzindo as perspectivas de alívio monetário. No entanto, os fundamentos da política monetária do Brasil têm oferecido um grau de suporte, com rendimentos reais robustos, entre os mais altos do mundo, sustentando os fluxos de carry trade, enquanto a previsão atualizada do Tesouro para o PIB de 2025, de 2,5%, sugere que a economia mantém a resiliência para suportar esses ventos contrários externos. Ainda acredito em aumento de Bovespa.
Europa
No Reino Unido, os mercados se concentrarão nos principais dados de inflação e mão de obra. A inflação anual deve permanecer estável em 3,4%, com a inflação subjacente também inalterada em 3,5%, ambas ainda bem acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra. A taxa de desemprego deverá permanecer em 4,6%, a mais alta desde agosto de 2021, enquanto o crescimento salarial deverá desacelerar para 5%, o menor em oito meses. Na Alemanha, o Índice de Sentimento Econômico ZEW deverá melhorar para uma máxima de quatro meses, sugerindo crescente otimismo. Enquanto isso, a produção industrial da Zona do Euro deverá se recuperar após sofrer sua maior queda em quase dois anos. Outras divulgações importantes incluem dados comerciais da Zona do Euro, Itália, Espanha e Suíça, juntamente com dados de preços ao produtor da Alemanha.
Ásia-Pacífico
Na China, as atenções na próxima semana se concentrarão em uma série de dados econômicos, incluindo dados comerciais que podem oferecer novas perspectivas sobre o impacto do aumento das tarifas americanas na economia do país, impulsionada pelas exportações. Divulgações adicionais incluem PIB, produção industrial e vendas no varejo. No Japão, os mercados acompanharão de perto os próximos dados comerciais, enquanto o país se prepara para uma tarifa americana de 25% sobre suas exportações, programada para entrar em vigor em 1º de agosto. Os investidores também analisarão os números da inflação e os principais pedidos de máquinas. A Índia divulgará seus dados de inflação mais recentes, que podem influenciar a política monetária do Banco da Central da Índia. Na Austrália, os principais relatórios sobre a confiança do consumidor e o emprego serão acompanhados de perto em busca de sinais sobre o sentimento das famílias e a força do mercado de trabalho. Em outras regiões, Singapura deve publicar os números do PIB, enquanto a Indonésia anunciará sua mais recente decisão de política monetária.
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