Américas
Nos EUA, os dados de inflação de julho ganharão destaque; investidores esperam uma alta de 0,1% no CPI (Índice de Preços ao Consumidor), após uma queda de 0,4% em junho, enquanto o núcleo do índice deve subir 0,2%, depois de permanecer estável no mês anterior. Em termos anuais, espera-se uma desaceleração da inflação pelo segundo mês consecutivo, para 3,4% no índice geral e 2,5% no núcleo, sugerindo que as pressões de preços decorrentes dos desdobramentos da situação no Irã estão diminuindo por enquanto. O PPI (Índice de Preços ao Produtor) também deve subir 0,1%, recuperando-se de uma queda de 0,3%, ao passo que o núcleo do índice deve registrar alta de 0,2%, mantendo o ritmo de junho. As vendas no varejo fornecerão mais informações sobre os gastos dos consumidores e devem crescer 0,2%, em linha com o aumento observado em junho. Os dados preliminares do Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan provavelmente mostrarão uma leve deterioração na avaliação dos consumidores. Outros indicadores importantes incluem as vendas de imóveis usados, que devem recuar ligeiramente para 4,07 milhões, e o Índice de Otimismo das Pequenas Empresas da NFIB, cuja previsão também aponta para uma leve queda. Também serão divulgados os dados de estoques das empresas e o relatório orçamentário mensal. Enquanto isso, a temporada de balanços está chegando ao fim, embora a Applied Materials e a Cisco ainda devam apresentar seus resultados trimestrais. Além disso, os investidores acompanharão dados de inflação e vendas no varejo aqui no Brasil, números de inflação da Argentina e dados de produção industrial do México.
Europa
No Reino Unido, espera-se que a economia tenha crescido 0,4% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, desacelerando em comparação com a alta de 0,6% registrada no primeiro trimestre. Para junho, projeta-se uma contração de 0,1% no PIB britânico em relação ao mês anterior, marcando a segunda queda em três meses. A produção industrial também deve ter recuado pela primeira vez em quatro meses. Enquanto isso, as vendas no varejo do Reino Unido devem ter registrado um aumento de 1,5% em julho na comparação anual (em bases comparáveis), desacelerando frente à alta de 1,7% observada em junho, segundo dados do British Retail Consortium. Na Zona do Euro, espera-se uma recuperação da produção industrial, com crescimento registrado em quatro dos últimos cinco meses. Outras divulgações importantes incluirão a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre, bem como dados de emprego e da balança comercial. Em outras regiões, a Alemanha divulgará os preços no atacado, enquanto a Suíça e a Rússia apresentarão números do PIB, e a Turquia divulgará dados de produção industrial. Os dados de inflação também permanecerão em foco, com a divulgação dos números finais de julho para as principais economias europeias e estimativas preliminares para diversos países menores. No âmbito da política monetária, o Norges Bank deve anunciar sua decisão sobre as taxas de juros, juntamente com os bancos centrais da Romênia e da Sérvia. No cenário corporativo, várias empresas devem divulgar seus resultados financeiros, com destaque para as alemãs E.ON e RWE.
Ásia-Pacífico
Na China, as atenções se voltarão para os dados de inflação de julho; espera-se que os preços ao consumidor subam 0,8% em relação ao ano anterior, desacelerando em relação ao 1% registrado em junho, enquanto a inflação anual ao produtor deve recuar de 4,1% para 3,8%. Os investidores também acompanharão os indicadores monetários mais recentes, com a previsão de um aumento de 45 bilhões de yuans (CNY) em novos empréstimos na moeda local — um volume bem inferior ao acréscimo de 1,61 trilhão de yuans registrado em junho. Também serão divulgados os dados de transações correntes. No Japão, os mercados examinarão atentamente o "Resumo de Opiniões" do Banco do Japão (BOJ) referente à reunião de julho, na qual a autoridade monetária manteve sua taxa básica de juros inalterada em 1%. Uma série de outros indicadores econômicos também será publicada, incluindo o índice de preços ao produtor (PPI) — com previsão de alta acelerada para 0,6% — e o superávit em transações correntes, que deve cair quase pela metade, além de dados sobre empréstimos bancários, a pesquisa Reuters Tankan e encomendas de máquinas-ferramenta. Na Índia, o foco dos investidores estará nos dados de inflação: espera-se uma aceleração da inflação ao consumidor para 4,54% e uma alta da inflação ao atacado para 10,25%. Na Austrália, a expectativa geral é de que o Reserve Bank mantenha a taxa básica de juros inalterada em 4,35%, visto que a inflação apresentou moderação no segundo trimestre. Os investidores também avaliarão dados sobre a confiança empresarial e o crédito imobiliário. Em outras partes da região, serão divulgados números do PIB de Cingapura, Malásia, Taiwan e Hong Kong, enquanto dados de desemprego são esperados para a Malásia e a Coreia do Sul. No âmbito corporativo, a Tencent Holdings deve apresentar seus resultados trimestrais.
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