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Saiba mais e saiba ANTES 13 03 2026

Os investidores continuarão acompanhando os desdobramentos no Oriente Médio, após a retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã reacender preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. A temporada de balanços também ganhará destaque.

Américas
A semana nos EUA será dominada pelo depoimento do presidente do Fed, Warsh, perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara na terça-feira e o Comitê Bancário do Senado na quarta-feira. Desde que ele assumiu o cargo, as expectativas de aumento das taxas de juros cresceram devido à alta dos preços do petróleo bruto e à postura mais agressiva (hawkish) do Fed em junho. Os investidores buscarão pistas sobre um possível aumento em setembro e se dados mais fracos do mercado de trabalho alteraram a perspectiva de Warsh. A temporada de balanços do segundo trimestre também começa, com JPMorgan, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo divulgando resultados na terça-feira, seguidos por BlackRock, Johnson & Johnson, Morgan Stanley, Thermo Fisher Scientific, Abbott Laboratories, GE Aerospace, UnitedHealth Group, Intuitive Surgical e Netflix. O calendário econômico está excepcionalmente movimentado, começando com a inflação ao consumidor (CPI), que deve desacelerar para menos de 4% em junho — ante a máxima de três anos de 4,2% registrada em maio —, em meio a uma desaceleração na inflação de energia. A previsão é que o núcleo do CPI permaneça em 2,9%, o nível mais alto desde setembro passado. Preços ao produtor e de comércio exterior, vendas no varejo (com alta esperada de 0,3% após o salto de 0,9% em maio) e produção industrial (com previsão de aceleração de 0,1% para 0,2%) também estarão em foco. A estimativa preliminar do Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan provavelmente mostrará o segundo mês consecutivo de melhora em julho, à medida que os preços da gasolina caiam. Outros dados incluem início de construção de moradias, licenças de construção, preços de exportação e importação, índice do mercado imobiliário da NAHB, índice de confiança empresarial da NFIB, vendas de imóveis pendentes, estoques empresariais, relatório orçamentário mensal do governo, fluxos de capital e índices regionais de manufatura, como o NY Empire State e o do Fed da Filadélfia. Em outras partes das Américas, espera-se que o Banco do Canadá mantenha as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, sendo que os principais dados a serem observados incluem o início de construção de moradias no Canadá e a confiança empresarial aqui no Brasil.
 

Europa
O calendário econômico europeu será relativamente tranquilo, com destaque para os dados finais de inflação da Zona do Euro e os números de crescimento do Reino Unido. No Reino Unido, os investidores acompanharão de perto o relatório do PIB referente a maio, bem como os dados de produção industrial e manufatureira e do comércio exterior. Espera-se que a economia volte a crescer, com uma expansão mensal de 0,1%, após uma contração de 0,1% em abril. Prevê-se uma leve alta na produção industrial, apesar de um declínio modesto na produção manufatureira, enquanto o déficit comercial de bens do Reino Unido deve diminuir pelo segundo mês consecutivo. A atenção no Reino Unido também se voltará para as participações do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e da Chanceler Rachel Reeves no evento Mansion House. No cenário político, espera-se que Andy Burnham seja declarado líder do partido governista na sexta-feira, abrindo caminho para sua nomeação formal como primeiro-ministro em 20 de julho. Na Zona do Euro, a leitura final da inflação de junho provavelmente confirmará a desaceleração da inflação geral para 2,8%, o nível mais baixo desde fevereiro. Os mercados também acompanharão os dados de produção industrial e balança comercial da Zona do Euro, o índice de preços por atacado da Alemanha e os dados de comércio exterior da Itália.

 

Ásia-Pacífico
Será uma semana movimentada na China, com a expectativa de que o PIB do segundo trimestre mostre uma desaceleração do crescimento econômico anual para 4,4%, ante 5,0% no primeiro trimestre. Prevê-se uma leve aceleração da produção industrial de junho para 4,7%, enquanto as vendas no varejo devem recuar 0,1%, após uma queda de 0,6% em maio. Também serão divulgados os dados comerciais de junho; projeta-se uma desaceleração tanto nas exportações quanto nas importações, embora a expectativa seja de que o superávit comercial aumente para US$ 121 bilhões. Dados de crédito e monetários também serão acompanhados de perto, com previsão de alta nos novos empréstimos em yuan para CNY 2 trilhões. No Japão, os investidores focarão nas encomendas de máquinas — com expectativa de queda de 4,2% —, bem como na pesquisa Reuters Tankan, no índice do setor terciário e nos números finais da produção industrial. Na Índia, prevê-se que a inflação anual ao consumidor acelere para 4,3% em junho, frente aos 3,93% de maio, ao mesmo tempo em que serão divulgados dados de desemprego e do comércio exterior. Na Austrália, as atenções se voltarão para os relatórios mais recentes de confiança do consumidor (Westpac), confiança empresarial (NAB) e expectativas de inflação ao consumidor. Em outras partes da região, a Coreia do Sul divulgará dados de desemprego e anunciará sua decisão mais recente sobre política monetária. Cingapura deve publicar os números preliminares do PIB do segundo trimestre — com expectativa de desaceleração do crescimento anual para 5,3%, ante 6,0% no primeiro trimestre — juntamente com dados comerciais. A Malásia também divulgará números de PIB e inflação. Os resultados financeiros da TSMC estarão em destaque.

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