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A guerra no Oriente Médio e seu impacto no fornecimento de energia continuarão a ditar os mercados globais e desempenharão um papel fundamental em uma série de decisões sobre as taxas de juros tomadas pelas principais autoridades monetárias. O Federal Reserve será o principal responsável por essas decisões na penúltima reunião do mandato do presidente Powell.

Estados Unidos
Nos EUA, a expectativa geral é de que o Federal Reserve mantenha a taxa básica de juros estável entre 3,50% e 3,75%, com a atenção do mercado voltada para as projeções econômicas atualizadas do FOMC e para a coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell. Os investidores estarão atentos à forma como o Fed avalia os riscos de inflação em meio às tensões entre EUA e Irã, que interromperam a cadeia global de suprimentos de petróleo, e às implicações para a futura política monetária. A semana também apresenta uma agenda econômica repleta de eventos, incluindo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) e a produção industrial de fevereiro. Espera-se que os preços ao produtor subam 0,3%, abaixo do ganho de 0,5% em janeiro, enquanto a produção industrial deve aumentar 0,2%, após um forte avanço de 0,7% em janeiro. É provável que as vendas pendentes de imóveis residenciais tenham continuado a cair, enquanto os índices regionais de manufatura, incluindo o Índice de Manufatura do Estado de Nova York (NY Empire State) e o Índice de Manufatura do Fed da Filadélfia, devem ter apresentado queda. Outros dados importantes incluem vendas de imóveis novos, encomendas industriais, fluxos de capital, o Índice do Mercado Imobiliário da NAHB e estoques no atacado. A atenção também estará voltada para a conferência anual GTC da Nvidia, que poderá fornecer mais informações sobre o futuro da IA. Em outras partes das Américas, os bancos centrais do Canadá e do Brasil anunciarão decisões de política monetária. Espera-se que as taxas canadenses permaneçam inalteradas pela terceira reunião consecutiva, enquanto os formuladores de políticas no Brasil provavelmente reduzirão os custos de empréstimo em 25 pontos-base. Os analistas de mercado também acompanharão a inflação, as vendas no varejo, os preços de novas moradias e os lançamentos de novas construções no Canadá, juntamente com os indicadores de confiança empresarial do Brasil e os dados do PIB da Argentina e do Chile.

Europa
Será uma semana movimentada para a política monetária na Europa, com vários bancos centrais prestes a anunciar decisões sobre as taxas de juros. O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter suas taxas básicas inalteradas, com a taxa de depósito prevista para permanecer em 2%. Os investidores estarão atentos a indícios sobre as perspectivas para o restante do ano, já que os mercados antecipam que o BCE poderá aumentar os custos de empréstimo ainda em 2026, em meio a preocupações com o impacto econômico do conflito envolvendo o Irã e a consequente alta da inflação impulsionada pelo setor energético. O Banco da Inglaterra também deverá manter sua taxa básica inalterada em 3,75%, embora os mercados estejam atualmente precificando um corte para 3,50%, provavelmente em abril ou junho. Na Suíça, os formuladores de políticas deverão manter os custos de empréstimo no nível atual de 0%, enquanto o Banco da Rússia deverá anunciar um corte de 50 pontos-base na taxa. O Riksbank, da Suécia, também anunciará uma decisão de política monetária. No âmbito dos dados econômicos, o índice de sentimento econômico ZEW da Alemanha deverá cair acentuadamente em meio à escalada do conflito com o Irã. Outros dados divulgados incluem os números finais da inflação na zona do euro, o crescimento salarial, a balança corrente e os dados comerciais, os preços ao produtor na Alemanha, bem como a balança comercial e os índices finais de inflação da Itália. No Reino Unido, a taxa de desemprego deverá manter-se estável em 5,2%, enquanto o crescimento salarial provavelmente desacelerou. Espera-se também que o endividamento do setor público tenha diminuído no mês passado.

Ásia-Pacífico
Na China, os investidores avaliarão o conjunto regular de dados econômicos mensais que fornecerão uma atualização sobre a evolução da economia. A produção industrial provavelmente cresceu 5,1% nos dois primeiros meses do ano, abaixo dos 5,9% registrados no mesmo período do ano passado, enquanto as vendas no varejo provavelmente aumentaram 2,5%, bem abaixo do crescimento de 4% registrado nos dois primeiros meses de 2025. Dados sobre desemprego, investimento em ativos fixos e preços de imóveis também serão divulgados na próxima semana, enquanto o Banco Popular da China deverá anunciar suas taxas básicas de juros para empréstimos de um e cinco anos. Além disso, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, se reunirá com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na França, nos dias 15 e 16 de março, para discutir questões comerciais, antes de um encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, ainda este mês. No Japão, o Banco do Japão deve manter sua taxa básica de juros inalterada em 0,75%. No entanto, a desvalorização do iene e a alta dos preços do petróleo alimentaram especulações de que o banco central possa precisar acelerar a normalização da política monetária. Entre os principais dados da próxima semana, destacam-se os números do comércio exterior, com a expectativa de que o déficit do país tenha diminuído acentuadamente em fevereiro, enquanto os pedidos de máquinas provavelmente caíram. A pesquisa Tankan da Reuters e os dados finais da produção industrial também serão divulgados. Enquanto isso, a Índia divulgará os números do comércio exterior e do desemprego de fevereiro, com a expectativa de que a inflação no atacado suba para 2%. Na Austrália, o Banco Central da Austrália deve anunciar um aumento de 25 pontos-base na taxa básica de juros, seguindo uma medida semelhante em fevereiro. Os dados de emprego de fevereiro também serão divulgados, com a expectativa de que a economia tenha criado cerca de 20.000 vagas, enquanto a taxa de desemprego provavelmente subiu para 4,2%. Em outros países da região, serão divulgados os números do comércio exterior da Nova Zelândia, Singapura, Malásia e Tailândia, enquanto os dados de inflação estão previstos para a Malásia e Hong Kong. A Nova Zelândia também divulgará seus números do PIB. Por fim, os bancos centrais da Indonésia e de Taiwan devem anunciar suas decisões de política monetária.

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