Américas
A temporada de balanços do segundo trimestre segue a todo vapor, com a divulgação de resultados de empresas como SpaceX, AMD, Berkshire Hathaway, Eli Lilly, Palantir, Caterpillar, McDonald's, Vertex Pharmaceuticals, Merck, Walt Disney, Booking, Uber, Pfizer e Shopify, entre muitas outras. As atenções econômicas estarão voltadas para o relatório de emprego dos EUA na sexta-feira. Espera-se que a economia tenha criado 91.000 vagas em julho, um aumento em relação às 57.000 de junho, enquanto a taxa de desemprego deve subir ligeiramente para 4,3% e o crescimento do ganho médio por hora deve permanecer estável em 0,3% na comparação mensal. Um relatório de emprego mais forte do que o esperado poderia reforçar as expectativas de que o Federal Reserve retomará a elevação das taxas de juros em sua reunião de setembro para combater a inflação, que permanece elevada. No início da semana, espera-se que os índices de gerentes de compras (PMIs) do setor industrial e de serviços do ISM sinalizem mais um mês de expansão. Os investidores também acompanharão o relatório JOLTS — com previsão de queda nas vagas de emprego para 7,25 milhões em junho, ante a máxima de dois anos de 7,59 milhões registrada em maio —, além do relatório de emprego da ADP, da balança comercial de junho, das encomendas à indústria e dos dados de produtividade e custos unitários de mão de obra do segundo trimestre. Em outras regiões, o Canadá divulgará dados de emprego, comércio exterior e os PMIs Ivey e S&P Global. O México publicará números de inflação, confiança do consumidor e sentimento empresarial, enquanto seu banco central deve anunciar a mais recente decisão de política monetária. Aqui no Brasil, teremos a divulgação dos dados de produção industrial e os PMIs da S&P Global, com a expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic inalterada.
Europa
Espera-se que o superávit comercial da Alemanha tenha diminuido em junho, após atingir o maior nível em três meses em maio. A previsão é de estagnação na produção industrial após dois meses consecutivos de crescimento, enquanto as encomendas à indústria devem continuar subindo pelo segundo mês, embora em ritmo mais lento. Por outro lado, projeta-se uma queda nas vendas no varejo em junho, após a recuperação observada em maio. Espera-se que os dados do PMI de julho mostrem o setor manufatureiro da Espanha retornando a um crescimento modesto, enquanto a atividade industrial na Itália e na Suíça provavelmente se expandirá em ritmo mais acelerado. Também se espera um fortalecimento adicional dos setores de serviços na Espanha e na Itália. Em toda a Zona do Euro, é provável que as vendas reais no varejo tenham aumentado pelo segundo mês consecutivo. As vendas no varejo da Itália também devem subir pelo segundo mês. Na França, projeta-se uma recuperação da produção industrial em junho, registrando crescimento em três dos últimos quatro meses. Da mesma forma, espera-se uma retomada da produção industrial italiana, com crescimento em quatro dos últimos cinco meses. Na Turquia, a previsão é de desaceleração da inflação anual pelo segundo mês consecutivo, caindo para 31,8%, o menor nível em quatro meses. A balança comercial da Turquia também estará em foco. O calendário econômico do Reino Unido será relativamente tranquilo. Espera-se que o Índice de Preços de Imóveis da Lloyds mostre uma alta de 0,2% nos preços das residências em julho na comparação mensal, igualando o aumento de junho. Outras divulgações a serem acompanhadas incluem a balança comercial da França, dados do mercado de trabalho da França e da Espanha, além de números de inflação, desemprego e confiança do consumidor da Suíça e a balança comercial da Turquia. No âmbito corporativo, a temporada de balanços continua, com resultados de HSBC Holdings, BP, Novo Nordisk, Siemens Energy, Deutsche Telekom e Allianz entre os principais destaques da semana.
Ásia-Pacífico
Na China, os investidores acompanharão de perto as pesquisas privadas PMI de manufatura e serviços da RatingDog referentes a julho. Espera-se que a atividade industrial se expanda em um ritmo ligeiramente mais acelerado, enquanto o crescimento no setor de serviços deve desacelerar. Os dados comerciais também serão monitorados atentamente, com a previsão de que o superávit comercial da China recue para US$ 112,5 bilhões em julho. Os números da inflação serão divulgados no decorrer da semana. No Japão, as atenções se voltarão para os dados de crescimento salarial e gastos das famílias referentes a junho; espera-se que ambos apresentem um crescimento mais robusto. Os mercados também examinarão a ata da reunião de política monetária de junho do Banco do Japão, realizada após o banco central elevar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 1%, em junho, antes de mantê-la inalterada em julho. Na Índia, a expectativa geral é de que o Reserve Bank of India mantenha sua taxa básica de juros inalterada em 5,25%, à medida que as autoridades avaliam os riscos de crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio em relação às pressões inflacionárias persistentes. Na Austrália, os investidores avaliarão uma ampla gama de indicadores econômicos, incluindo anúncios de vagas de emprego, gastos das famílias, o Índice Industrial do Ai Group, licenças de construção e dados comerciais, com a previsão de redução do déficit comercial. Em outras partes da região, serão divulgados dados comerciais do Vietnã, da Indonésia e de Taiwan, enquanto números de inflação sairão no Vietnã, na Indonésia, na Coreia do Sul, nas Filipinas, na Tailândia e em Taiwan. Os mercados também receberão dados do PIB do segundo trimestre da Indonésia e das Filipinas, juntamente com o relatório do mercado de trabalho da Nova Zelândia referente ao mesmo período. Para encerrar a semana, serão publicadas as pesquisas PMI de julho para Indonésia, Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Vietnã, Hong Kong e Cingapura. No que diz respeito aos resultados corporativos, Mitsubishi, Toyota e Nintendo devem divulgar seus balanços na próxima semana.
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