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Saiba mais e saiba ANTES 02 11 2026

Na próxima semana, os investidores acompanharão de perto as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. As pesquisas indicam que os republicanos podem perder a maioria na Câmara dos Representantes e, possivelmente, o controle do Senado, o que dificultaria os esforços do presidente Trump para avançar com sua agenda.

Américas
Nos Estados Unidos, os eleitores irão às urnas no dia 3 de novembro para as eleições de meio de mandato (midterm elections), que definirão o controle do Congresso e moldarão a capacidade do presidente Donald Trump de avançar com sua agenda política. Estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. A expectativa geral é de que os democratas conquistem a Câmara dos Representantes, mas o resultado no Senado permanece incerto. Os republicanos controlaram ambas as casas do Congresso durante os dois primeiros anos da administração Trump. Paralelamente, diversos dirigentes do Federal Reserve (Fed) têm discursos programados, e os investidores buscam pistas sobre as perspectivas para as taxas de juros. A temporada de balanços do terceiro trimestre ganhará fôlego, com a divulgação de resultados de grandes empresas, incluindo Apple, Palantir,  Realty Income, AMD, Amgen, Pfizer, McDonald's, Qualcomm, Uber, ConocoPhillips e Berkshire Hathaway. No campo econômico, o relatório de emprego dos EUA — um indicador muito acompanhado — oferecerá novas perspectivas sobre as condições do mercado de trabalho, enquanto as pesquisas ISM de outubro sobre os setores industrial e de serviços fornecerão uma estimativa inicial da atividade empresarial. Espera-se um aumento de 56 mil postos de trabalho fora do setor agrícola (nonfarm payrolls), acima dos 29 mil registrados em setembro; a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,2%, e o crescimento mensal dos salários deve acelerar de 0,1% para 0,3%. Ambas as pesquisas ISM devem indicar a continuidade do dinamismo econômico, apesar das pressões persistentes sobre os custos. A leitura preliminar de novembro do Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan deve apontar para uma nova deterioração na confiança das famílias, enquanto o relatório JOLTS sobre vagas de emprego deve registrar uma leve alta, passando de 7,08 milhões em agosto para 7,10 milhões em setembro. Outros indicadores que merecem atenção incluem pedidos à indústria, o relatório de emprego da ADP, dados sobre cortes de vagas (pesquisa Challenger), estatísticas de comércio internacional, produtividade e custos do trabalho no terceiro trimestre, além de crédito ao consumidor. Por fim, os investidores também acompanharão de perto o anúncio trimestral de refinanciamento do Tesouro dos EUA, em busca de detalhes sobre os planos de endividamento do governo. Em outras partes das Américas, os dados de emprego e comércio do Canadá estarão em foco, juntamente com o anúncio do orçamento para 2027. Outras divulgações incluem a confiança empresarial e do consumidor no México, dados de produção industrial e comércio aqui no Brasil, pesquisas regionais de PMI e decisões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e no México.

Aqui no Brasil investidores estão lidando com incertezas pós-eleição. O índice Ibovespa caiu 18% em uma semana e o dólar subiu 9% com incertezas sobre compromissos do governo reeleito com equilíbrio fiscal e ambiente legal e democrático no país, sob suspeita de crimes de corrupção cometidos por membros do judiciário e de perseguição a opositores políticos.

Europa
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (Bank of England – BoE) anunciará sua mais recente decisão sobre a taxa de juros na quinta-feira. Os mercados esperam que o banco central eleve as taxas pela primeira vez em mais de três anos, dando início, possivelmente, a uma série de aumentos para conter as pressões inflacionárias decorrentes do choque energético. O BoE também publicará previsões atualizadas para a inflação, tendo alertado anteriormente que o aumento dos preços poderia superar 4% no início do próximo ano. Decisões sobre taxas de juros também estão programadas para a Suécia, Noruega e Polônia. No campo dos indicadores, espera-se que a inflação preliminar na Zona do Euro acelere para 3,9% em outubro, o nível mais alto desde setembro de 2023. Isso ocorre após a divulgação, na semana passada, de dados que mostraram a inflação harmonizada anual em 5,6% na Itália, 4,9% na Espanha, 3,8% na França e 2,8% na Alemanha. Os números da inflação na Suíça e na Turquia também serão acompanhados de perto. Na Alemanha, espera-se uma recuperação nas encomendas à indústria após a queda acentuada registrada em agosto, enquanto a produção industrial deve crescer pelo segundo mês consecutivo. Os índices de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro devem indicar uma expansão mais lenta na Espanha, ao passo que o setor manufatureiro da Itália provavelmente apresentará contração. A Suíça, por outro lado, deve registrar uma atividade manufatureira mais forte. No setor de serviços, a previsão é de um crescimento mais lento tanto na Itália quanto na Espanha. Outros dados importantes a serem divulgados incluem as vendas no varejo na Zona do Euro, na Alemanha e na Itália; o índice de preços de imóveis da Lloyds no Reino Unido; a produção industrial na França; os números do desemprego na Espanha; a taxa de desemprego, as vendas no varejo e a confiança do consumidor na Suíça; além da balança comercial da Turquia. No que diz respeito aos resultados corporativos, empresas como Ryanair, Ferrari, Bayer, Philips, BMW, Leonardo, Deutsche Telekom, Rheinmetall, Engie, Commerzbank e Daimler Truck estão entre as que devem apresentar seus balanços.

Ásia-Pacífico
Na China, os investidores estarão atentos aos índices de gerentes de compras (PMI) de manufatura e serviços de outubro, com a expectativa de uma leve desaceleração no crescimento do setor industrial. No Japão, as atenções se voltam para os dados salariais de setembro; o mercado também analisará a ata da reunião de setembro do Banco do Japão (BOJ), ocasião em que a autoridade monetária elevou as taxas de juros em 25 pontos-base, para 1,25%, antes de mantê-las inalteradas em outubro. Também serão divulgados os dados finais do PMI da S&P Global. Na Austrália, espera-se amplamente que o Banco Central (Reserve Bank of Australia) eleve sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 2,85%, em meio a pressões inflacionárias crescentes, impulsionadas, em grande parte, pelo aumento dos custos dos combustíveis. Outros indicadores relevantes incluem as autorizações para construção — com previsão de alta de 2,1% —, os gastos das famílias — com expectativa de um leve avanço de 0,2% — e dados de comércio internacional. Em outras partes da região, Coreia do Sul, Indonésia e Vietnã divulgarão números sobre o comércio, enquanto relatórios de inflação são esperados para Indonésia, Coreia do Sul, Vietnã, Filipinas, Tailândia e Taiwan. Também serão publicados dados do PIB de Hong Kong e da Indonésia, além de indicadores do mercado de trabalho da Nova Zelândia e das Filipinas. Adicionalmente, estão programadas as divulgações dos índices PMI de manufatura para Indonésia, Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Vietnã, Hong Kong e Singapura. Por fim, o Banco Central da Malásia (Bank Negara Malaysia) anunciará sua decisão de política monetária. No que diz respeito aos resultados corporativos, empresas como Nintendo, Mitsubishi, Sumitomo e State Bank of India estão entre as que divulgarão seus balanços na próxima semana.

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