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Produção industrial cresce 0,8% em agosto

Em agosto de 2019, a produção industrial cresceu 0,8% frente a julho (série com ajuste sazonal), eliminando, assim, grande parte da perda de 0,9% acumulada no período maio-julho de 2019. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com agosto de 2018, o total da indústria apontou redução de 2,3% em agosto de 2019, após também registrar recuo em junho (-5,9%) e julho (-2,5%).

No crescimento de 0,8% da atividade industrial na passagem de julho para agosto de 2019, somente uma das quatro grandes categorias econômicas e 10 dos 26 ramos pesquisados mostraram expansão na produção. Entre as atividades, a influência positiva mais importante foi registrada por indústrias extrativas, que avançou 6,6%, quarta taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, ganho de 25,2% nesse período. Vale destacar que esses resultados positivos interromperam três meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 24,2%. Outros impactos positivos relevantes foram observados nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,6%) e de produtos alimentícios (2,0%), com o primeiro assinalando avanço de 7,7% no período maio-agosto de 2019; e o segundo interrompendo três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 3,0%.

Produção industrial cai 2,3% em relação a agosto de 2018

Na comparação com agosto de 2018, o setor industrial assinalou recuo de 2,3% em agosto de 2019, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 63,1% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que agosto de 2019 (22 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (23).

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,8%), outros produtos químicos (-6,1%) e celulose, papel e produtos de papel (-8,4%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas, em grande medida, pela menor fabricação dos itens automóveis, na primeira; adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), etileno não-saturado, superfosfatos, policloreto de vinila (PVC), amoníaco, hidróxido de sódio (soda cáustica), tintas e vernizes para impressão e construção, ureia e oxigênio, na segunda; e pastas químicas de madeira (celulose), na terceira.

Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de indústrias extrativas (-1,8%), de produtos de borracha e de material plástico (-5,6%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-12,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,4%), de máquinas e equipamentos (-3,1%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), de bebidas (-3,7%) e de outros equipamentos de transporte (-9,7%). Em termos de produtos, os impactos negativos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, minérios de ferro; peças e acessórios de plástico para indústria automobilística, pneus novos para automóveis e motocicletas, embalagens de plástico para produtos alimentícios ou bebidas, chapas, folhas e outras formas planas autoadesivas de plásticos, artigos descartáveis de plástico, sacos, sacolas e bolsas de plástico para embalagens ou transporte, chapas, folhas, tiras e lâminas de plásticos, artigos de plástico para uso doméstico, correias de transmissão de borracha vulcanizada e reservatórios, caixas de água, cisternas, piscinas e artefatos semelhantes de plástico; serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para usos industriais, de estruturas flutuantes, de máquinas motrizes não-elétricas e de máquinas e equipamentos para prospecção e extração mineral; medicamentos; tratores agrícolas, rolamentos de esferas, agulhas, cilindros ou roletes para equipamentos industriais, máquinas para colheita, carregadoras-transportadoras, máquinas para encher, fechar e embalar, centros de usinagem para trabalhar metais e bombas centrífugas; camisetas de malha, calças compridas, vestidos de malha, conjuntos de malha, calcinhas de malha, macacões e jalecos e roupas de dormir ou de banho de malha de uso feminino; preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais; e embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), partes e peças para veículos ferroviários, aviões e vagões de passageiros e para transporte de mercadorias.

Por outro lado, ainda na comparação com agosto de 2018, entre as três atividades que apontaram ampliação na produção, as principais influências no total da indústria foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,0%) e produtos alimentícios (1,0%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção de gasolina automotiva, álcool etílico e óleos combustíveis, na primeira; e de açúcar cristal e VHP, sucos concentrados de laranja e carnes e miudezas de aves congeladas, na segunda.

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