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Temor EUA x China e política local derrubam Bovespa

O mercado brasileiro se recuperou ao longo do dia ao sabor das declarações do presidente americano Donald Trump. Mesmo assim, a bolsa caiu abaixo dos 95 mil pontos, enquanto o dólar subiu frente ao real, mas sem apagar a queda de mais de 1% na última sessão. Permanece ainda a incerteza sobre o acirramento da tensão comercial envolvendo Estados Unidos e China, com trocas de ameaças entre os dois países. Se depender de Trump, os EUA irão elevar tarifas sobre US$200 bilhões em produtos chineses a partir desta sexta-feira –iniciativa que sofrerá retaliações, de acordo com Pequim. Sob tal pano de fundo, uma comitiva chinesa conversa com autoridades americanas em Washington. E, segundo o próprio presidente dos EUA, ainda há chance de um entendimento entre as partes após ele ter recebido uma carta do presidente da China, Xi Jinping, e afirmar que se reunirá com chineses na noite desta terça-feira no que pode ser o encontro derradeiro para um desfecho das negociações que se arrastam há meses. O mercado teme que os EUA efetivamente elevem tarifas sobre importações chinesas, colocando fim à trégua entre os países e piorando a perspectiva para a desaceleração global. Por isso, investidores fogem do risco.

O índice encerrou em queda de 0,83% aos 95,596 pontos e os destaques de hoje foram para Itaú -1,24% (ITUB4), Ambev -2,40% (ABEV3), Bradesco -1,75% (BBDC4), Petrobrás ON -2,85% (PETR3), e Petrobrás PN -1,97% (PETR4). Dólar sobe 0,61% em R$ 3,960.

 

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