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Em fevereiro de 2017, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar queda de 0,2% em janeiro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 0,8% em fevereiro de 2017, após avançar 1,4% em janeiro último, quando interrompeu trinta e quatro meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação. Assim, o setor industrial acumulou variação positiva de 0,3% nos dois primeiros meses de 2017. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo de 4,8% em fevereiro de 2017, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%).

De janeiro para fevereiro, 13 dos 24 ramos industriais cresceram

O ligeiro acréscimo de 0,1% da atividade industrial, na passagem de janeiro para fevereiro de 2017, mostrou taxas positivas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, os principais impactos positivos foram registrados por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e máquinas e equipamentos (9,8%), com ambos revertendo os recuos observados no mês anterior: -8,4% e -6,1%. Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%), de produtos de metal (4,0%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,8%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,4%). Por outro lado, entre os onze ramos que reduziram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi assinalado por produtos alimentícios (-2,7%), que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 1,8%. Outras contribuições negativas relevantes vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-5,6%), de metalurgia (-1,9%) e de indústrias extrativas (-0,5%). Vale ressaltar que essas atividades mostraram taxas positivas em janeiro de 2017: 0,2%, 3,2%, 1,6% e 1,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (7,1%) e bens de capital (6,5%) apontaram os resultados positivos mais acentuados em fevereiro de 2017, com o primeiro eliminando o recuo de 4,8% assinalado em janeiro último; e o segundo recuperando parte da perda de 7,0% registrada nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017. O segmento de bens intermediários (0,5%) também apontou avanço nesse mês e completou a quarta taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período expansão de 3,6%. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) mostrou a única taxa negativa em fevereiro de 2017 e devolveu parte do ganho de 7,2% acumulado nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria assinalou acréscimo de 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017 frente ao nível do mês anterior, após também avançar em janeiro de 2017 (0,9%) e dezembro do ano passado (0,6%), quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em julho de 2016. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (2,4%) mostrou o avanço mais elevado nesse mês e manteve a sequência de resultados positivos iniciada em novembro de 2016. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (1,8%) e de bens intermediários (0,9%) também registraram taxas positivas em fevereiro de 2017, com ambos prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em novembro do ano passado. Por outro lado, o segmento de bens de capital (-0,4%) mostrou a única queda nesse mês e permaneceu com o comportamento negativo presente desde setembro de 2016.

Indústria recuou 0,8% em relação a fevereiro de 2016

Na comparação com fevereiro de 2016, o setor industrial assinalou redução de 0,8% em fevereiro de 2017, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 53,2% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2017 (18 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (19). Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%) e produtos alimentícios (-6,0%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas, em grande parte, pelos itens óleo diesel, naftas para petroquímica e gasolina automotiva, na primeira; e açúcar cristal e refinado de cana-de-açúcar, sucos concentrados de laranja, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas e rações, na segunda. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de outros produtos químicos (-3,6%), de outros equipamentos de transporte (-11,4%), de produtos de minerais não-metálicos (-4,3%), de impressão e reprodução de gravações (-16,3%), de produtos de metal (-4,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-8,0%), de celulose, papel e produtos de papel (-3,4%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,7%).

Por outro lado, ainda na comparação com fevereiro de 2016, entre as nove atividades que apontaram aumento na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), impulsionada, em grande parte, pelos itens automóveis, veículos para transporte de mercadorias e autopeças. Vale destacar também os resultados positivos vindos de indústrias extrativas (4,7%), de máquinas e equipamentos (11,0%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,1%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,4%), influenciados, principalmente, pela maior produção de minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, no primeiro ramo; de rolamentos de esferas, agulhas, cilindros ou roletes, máquinas para colheita e suas partes e peças, tratores agrícolas, carregadoras-transportadoras, aparelhos de ar-condicionado de paredes e de janelas (inclusive os do tipo split system), motoniveladores, aparelhos de ar-condicionado para veículos e máquinas de limpeza ou polimento por jato de água, no segundo; de televisores, cartões inteligentes (smart cards), placas de circuito impresso montadas para informática, telefones celulares e antenas, no terceiro; e de conjuntos de malha de uso feminino, vestidos de malha, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes, camisas e camisetas de malha, sutiãs e calcinhas, no último.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens intermediários (-2,5%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,5%) assinalaram, em fevereiro de 2017, os resultados negativos entre as grandes categorias econômicas e apontaram quedas mais intensas do que a observada na média nacional (-0,8%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis, com expansão de 19,8%, registrou o avanço mais acentuado nesse mês, enquanto o setor produtor de bens de capital (2,9%) mostrou crescimento mais moderado

O segmento de bens intermediários recuou 2,5% no índice mensal de fevereiro de 2017, após apontar avanço de 0,8% em janeiro último, quando interrompeu trinta e três meses de taxas negativas consecutivas nesse tipo de comparação. O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos recuos nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,8%), de produtos alimentícios (-7,8%), de outros produtos químicos (-3,6%), de produtos de minerais não-metálicos (-4,5%), de celulose, papel e produtos de papel (-5,2%), de produtos de metal (-4,5%) e de metalurgia (-1,9%), enquanto as pressões positivas foram registradas por indústrias extrativas (4,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (12,3%), máquinas e equipamentos (2,4%), produtos de borracha e de material plástico (0,8%) e produtos têxteis (1,6%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados negativos assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-8,7%), que marcou a trigésima sexta queda seguida; e de embalagens (-1,7%), que voltou a recuar após interromper em janeiro de 2017 (0,9%) quatro meses consecutivos de taxas negativas na comparação com igual mês do ano anterior.

O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, ao recuar 2,5% em fevereiro de 2017, voltou a mostrar resultado negativo após interromper em janeiro último (1,5%) oito meses de taxas negativas consecutivas. O desempenho nesse mês foi explicado, em grande parte, pela queda observada no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-3,9%), pressionado, principalmente, pela menor produção de sucos concentrados de laranja, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, refrigerantes, açúcar refinado de cana-de-açúcar, arroz, sorvetes, picolés, queijos, extrato, purês e polpas de tomate e bebidas lácteas. Os subsetores de carburantes (-7,1%) e de não-duráveis (-1,8%) também assinalaram resultados negativos nesse mês, influenciados, em grande medida, pelos itens gasolina automotiva e álcool etílico, no primeiro; e medicamentos, amaciantes e sabões ou detergentes líquidos e em pó, no segundo. Por outro lado, o grupamento de semiduráveis (3,5%) apontou o único resultado positivo nessa categoria, impulsionado, sobretudo, pela maior produção de tênis de material sintético montado, conjuntos de malha de uso feminino, discos fonográficos (CDs), telefones celulares, calçados de plástico moldado feminino, camisas, camisetas, blusas e semelhantes para uso profissional, vestidos de malha, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e piscinas de plástico.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo duráveis cresceu 19,8% em fevereiro de 2017, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde fevereiro de 2014 (23,3%). Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelos avanços na fabricação de automóveis (34,7%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (28,4%) e da “linha branca” (15,5%). Por outro lado, motocicletas (-4,4%) e os grupamentos de móveis (-11,9%) e de outros eletrodomésticos (-1,8%) apontaram os impactos negativos mais importantes.

A produção de bens de capital, ao crescer 2,9% em fevereiro de 2017, apontou a quarta taxa positiva consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, mas com expansão menos acentuada do que a verificada em janeiro último (4,5%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado, em grande parte, pelos avanços observados nos grupamentos de bens de capital agrícola (47,7%) e para construção (44,2%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi assinalado pelo grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (-3,5%), pressionado, em grande medida, pela queda na produção de caminhões e aviões. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para energia elétrica (-14,2%), para fins industriais (-1,7%) e de uso misto (-4,1%).

Indústria varia 0,3% no ano

No índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2017, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou acréscimo de 0,3%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, indústrias extrativas (8,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria, impulsionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na primeira; e automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças, na segunda. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,4%) e de máquinas e equipamentos (3,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os dois primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (3,7%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (19,8%) e eletrodomésticos (17,4%), na primeira; e de bens de capital agrícola (26,1%) e para construção (39,5%), na segunda. Vale destacar, nos dois grandes grupamentos, a influência da baixa base de comparação, uma vez que no primeiro bimestre de 2016 esses segmentos apontaram recuos de 29,0% e de 30,4%, respectivamente. Por outro lado, os setores produtores de bens intermediários (-0,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) assinalaram as taxas negativas no índice acumulado do primeiro bimestre de 2017.

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